Série Signos – Touro
Não pergunto nada.
Não há o que falar.
Ou com quem.
Ou sobre o que...
Conjeturas conciliadoras consolam-me.
Apenas penso.
No breu,
No ébano,
No piche,
No asfalto cerúleo.
Não há síndromes.
Não há inquisições, fogueiras,
Analogias, vaidades, veleidades, soluções,
Jogos ou respostas.
Apenas sentimentos que cingem...
Entre epifanias de um quarto escuro,
Escrevo o que não sinto.
Torno real aquilo que eu duvido.
Nesse esconderijo,
Viajo ergometricamente parado.
Tento ser outros.
As lágrimas são áridas.
Os suores são avatares.
Os vômitos são sudários.
Os ruídos ficam calcigenados à emoção...
Expresso-me em riscos e rabiscos metalingüísticos.
Incompreensíveis.
Inconscientes.
Incongruentes.
Indiretos, subjetivos e abjetos.
Sem função alguma...
Acácio Brindo
18-08-2013
