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domingo, 30 de março de 2014

Hormônios devem ser consumidos sempre com orientação médica


Hormônios devem ser consumidos sempre com orientação médica

Se tomados do jeito errado, podem oferecer riscos sérios para a saúde.
Médicos explicam em que casos e como são feitas as reposições hormonais.


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Os hormônios são substâncias muito importantes para o nosso corpo e, se estiverem em falta, podem prejudicar muito a qualidade de vida. Por isso, saber identificar os sinais de alerta que indicam que é preciso fazer uma reposição hormonal é extremamente importante, como explicaram os endocrinologistas Alfredo Halpern e Luis Eduardo Calliari no Bem Estar desta quarta-feira (28).
No entanto, os hormônios também funcionam como medicamentos e, por isso, precisam ser consumidos sempre com orientação e indicação médica. Se tomados do jeito errado, eles podem oferecer riscos à saúde e até mesmo aumentar a chance do paciente desenvolver certas doenças.
Para identificar se há falta de hormônios como o da tireoide, a testosterona, a insulina, o estrógeno e o do crescimento, é feito um simples exame de sangue. No entanto, no caso da melatonina, hormônio regulador do sono, o exame feito é o de urina, não disponível no Sistema Único de Saúde.
Além dos exames, existem alguns sinais - por exemplo, pele seca e cabelo quebradiço, lentidão na fala, cansaço e facilidade para engordar pode ser um indício de que há pouca quantidade do hormônio da tireoide; no caso de muita sede e vontade de urinar, pode ser falta de insulina; em mulheres que param de menstruar, ficam com muito calor e perda de libido, pode ser falta de estrógeno; meninos adolescentes que chegam aos 14 anos sem sinais de puberdade podem precisar de testosterona; já crianças muito baixas ou que engordam muito fácil talvez precisem tomar o hormônio do crescimento.
No caso da melatonina, é importante lembrar que ela ainda é proibida no Brasil. Por causa disso, a estudante de direito Camila Cardoso teve que trazê-la do exterior, como mostrou a reportagem da Marina Araújo (confira no vídeo ao lado). A insônia da estudante era tanta que os médicos indicaram a reposição e, como ela disse na reportagem, a melhora na hora de dormir foi significativa.
Porém, os médicos ressaltaram que o uso de certos hormônios pode também ser prejudicial. Por exemplo, no caso do estrógeno, geralmente usado por mulheres na menopausa para deixar a pele boa, o humor agradável, a libido em alta e também aumentar a ovulação, há o risco maior da paciente desenvolver câncer de mama e útero. O risco também vale para a testosterona, que pode deixar a mulher mais musculosa, mas se tomada em excesso, pode ter consequências, como o aumento da quantidade de pelos no corpo.
Em relação ao hormônio da tireoide, o problema pode surgir desde o nascimento. O teste do pézinho feito na infância, por exemplo, consegue detectar doenças, como foi o caso da Raphaela Coelho Marussi, que descobriu o hipotireoidismo ainda bebê, como mostrou a reportagem do Phelipe Siani (confira no vídeo ao lado).
No caso das mulheres, a falta do hormônio da tireoide pode dar sintomas como cansaço, pele seca, cabelo quebradiço e facilidade para engordar (entenda no infográfico abaixo). (Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar que o excesso do hormônio da tireoide pode fazer bem. Essa informação errada foi retirada do texto no dia 30.)
Tireoide (Foto: Arte/G1)
Há ainda a insulina, que controla a quantidade de açúcar no sangue. Se houver falta, a pessoa pode ficar desidratada, sentir muita sede e vontade de urinar.
Aplicada com uma seringa, a insulina faz o açúcar entrar na célula e evita que ele fique em excesso no corpo; porém, se tomada em grande quantidade, pode deixar a pessoa com transpiração e pálida.
Por último, os médicos falaram do hormônio do crescimento, mais comum em crianças com baixa estatura e que engordam com facilidade. Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, essa reposição é indicada se a criança cresce menos de 4 centímetros ao ano antes da puberdade. Nesse caso, ela deve ser levada a um pediatra que vai orientar os pais a fazerem o tratamento do jeito certo, para evitar efeitos indesejados, como o crescimento dos nariz e lábios, por exemplo.

A História da Estética


A História da Estética

Introdução
Desde dos primeiros habitantes da terra, a busca pela beleza é uma conquista a cada dia.
Entretanto mais que um modismo a beleza é um impacto visual, em busca da perfeição,
Hoje em dia ela vem visando o equilíbrio do corpo e do bem estar, pois antigamente só se vivia pela beleza superficial, se higiene pessoal adequada e todos aqueles pós e perfumes, e sem todos os cuidados necessário interno para se manter Bem.
Mais coma evolução da Estética o mundo abriu as portas para à tecnologia, novas idéias e novos horizontes foram traçados em busca da verdadeira perfeição, perfeição essa que hoje esta a alcance de todos em qualquer lugar, sendo assim hoje vivemos para beleza interior e a exterior, para assim se mantermos bem com nosso corpo e nossa mente.
Como resultado disso tudo a profissão do tecnólogo em estética, é mais que uma conquista é uma missão a ser cumprida por nos, que estamos assumindo este compromisso com nossos clientes e com as nossas vidas pra sempre.
Estética na Pré-História
Foi no período do Paleolítico que surgiu o Homo Sapiens, isto é, “o homem que sabe”, assim designado devido ao avanço intelectual que demonstrava.
Foi neste período que o homem atingiu um grande desenvolvimento da linguagem e da sua capacidade de expressão abstracta conduzindo-nos aos primórdios da História da Arte, emergindo então os primeiros vestígios de atividade artística.
A evolução artística no Paleolítico dividiu-se em vários períodos: o Aurinhacense e nele surgiu a técnica das mãos pintadas em negativo (arte parietal), onde se utilizou um pó colorido a partir de rochas trituradas, misturado com um elemento fixador, provavelmente a gordura animal, que é soprado por um canudo sobre a mão pousada na parede da caverna; surgiram gravações e incisões nas paredes (arte parietal); silhuetas, animais vistos de perfil e utilizavam a pintura mono-cromática.
A principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada foi o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal, por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual a sua vista captava. Surgiram os primeiros trabalhos em escultura que foram as estatuetas femininas como por exemplo a Vénus de Laussel e a Vénus de Willendorf. Estas vénus apresentavam uma deformação adiposa conhecida por “esteatopigia”, ou seja, as partes do corpo relacionadas com a fecundidade estão exageradamente desenvolvidas. Estas vénus paleolíticas acentuavam os sinais de gravidez, em que o artesão pretendia assegurar não só a fertilidade da sua companheira como também demonstrava uma preocupação com a continuidade da espécie. Estas pequenas esculturas não exaltavam apenas a mulher mas constituíam uma homenagem à maternidade.
As pequenas peças de escultura, como por exemplo a Vénus de Lespugue, houve uma evolução de uma tendência naturalista Tanto na pintura como na escultura notou-se a ausência de figuras masculinas.
Contudo, é curioso observar que, durante este período, enquantoa sociedade humana vivia nas cavernas, em que a sua prioridade era, sem dúvida nenhuma, a sobrevivência, o poder do enfeite no rosto, ao mesmo tempo que se pintavam cenas diárias nas paredes, tinha uma enorme carga emocional, uma vez que através dessa pintura se dava a transformação do ser. O homem desta época demonstrou dedicar-se à contemplação da beleza e da estética e, como prova evidente temos as pinturas rupestres e as esculturas, assim como iniciou o uso de pinturas e de enfeites corporais, podendo-se afirmar tratar-se da primeira manifestação do gosto pela maquiagem, pela estética e pelabeleza.
Abandonando o Naturalismo, o homem adota uma intenção artística estilizada. As técnicas de desenho e pintura mudaram, passou a haver uma maior preocupação com a distribuição dos elementos no painel, a sensação de movimento, e a perspectiva. Além de desenhos e pinturas, o artista evidenciou uma preocupação estética na criação de objectos produzidos em cerâmica que revelaram a sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objecto.
A arte popularizou-se, o que significa que os cuidados de beleza da época também se difundiram.
Estética na Idade Média
O pensamento Grego que consistia no equilíbrio, na unidade entre o sujeito e o objeto, não só autorizava como solicitava uma estética, segundo o do pensamento Cristão. O ideal Cristão era preciso «matar» tudo o que era sensível e sensual no Homem.
Os líderes religiosos manifestavam a sua indignação contra o uso de adornos ou maquiagem, que era encarada como uma força maléfica e sinal de impureza.
As mulheres foram completamente apagadas enquanto seres sensuais.
A higiene geral era praticamente nula nesta época, factor contributivo para o desenvolvimento das pestes (exemplo: Peste Bubónica).
Os primeiros cristãos não perduraram, e no século XIII houve um compromisso com o mundo, então as Damas se indiguinaram contra a Igreja e começaram a ter interesse pela sua imagem. Os enfeites começaram também a ter sucesso.
A Igreja acabou por perder a guerra contra a sua adversária “Cosmética”.
Um dos atos mais básicos da nossa higiene é o banho diário, mas nem sempre foi assim...
Os banhos além de raros, eram por regra tomados com uma camisa geralmente branca e fina a cobrir o corpo. Estes na maior parte das vezes eram tomados nas estufas ou banhos públicos, locais que eram procurados para obtenção de prazer, e não por uma questão de higiene, dado que na altura acreditava-se que a água fragilizava a pele permitindo a entrada de pestes, mas por outro lado já nessa altura existiam banhos terapêuticos, cujas virtudes eram detalhadas num letreiro colocado em cada banho; aí também afluíam doentes, deficientes e estropiados.
No final da idade Média, homens e mulheres lavam-se com mais frequência que os seus descendentes.
No século XIV dava-se grande ênfase à lavagem das mãos antes e depois das refeições, à lavagem diária da cara e boca. Os dinamarqueses, por exemplo eram criticados por tomarem banho todos os Sábados, mudarem de roupa com frequência e pentearem os cabelos todos os dias.
A lavagem da roupa era feita de tempos a tempos em barrela, eram perfumadas com uma grande quantidade de flores de violeta e humedecidas com água fresca na qual se tinha macerado raiz de íris finamente triturada.
Século XVII
O hábito do banho, quer em estabelecimentos públicos quer na privacidade do lar, praticamente desapareceu durante o século XVII. No caso dos banhos públicos, foi não só o receio de contágio (peste e sífilis) como uma atitude mais rígida em relação à prática da prostituição, que levaram ao encerramento da maior parte destes estabelecimentos. Por outro lado, no caso das abluções privadas, uma desconfiança crescente em relação à água e o desenvolvimento de novas técnicas de higiene pessoal, “secas” e elitistas, levaram ao quase desaparecimento de tina de banho.
No século XVII, os efeitos debilitantes da água quente eram universalmente reconhecidos. Acreditava-se que os poros dilatados permitiam a saída dos humores do corpo, causando a perda de forças vitais, a fraqueza e outras doenças ainda mais graves, como a hidropisia, a imbecilidade e o aborto. Entre as precauções a ter depois do banho costumava geralmente um descanso na cama, que em alguns casos poderia durar vários dias.
Desaparecida a água, entram em cena o limpar, o friccionar, o empoar e o perfumar. Livros de civilidade, não se limitam a descrever o comportamento requintado que devem ter as classes superiores quando se assoam e sentam à mesa. Insistem, igualmente, na limpeza do corpo e dos seus orifícios, realçando os novos imperativos sociais.
Passou a ser dada maior atenção às partes do corpo que se apresentavam descobertas: a cara e as mãos. Muito embora a água continuasse a ser utilizada, para as abluções matinais destas duas partes do corpo, no século XVII era considerada própria somente para enxaguar a boca e as mãos, mas apenas desde que lhe tivesse sido adicionado vinagre ou vinho para atenuar os seus eventuais efeitos nocivos. Os livros de civilidade desaconselhavam especialmente o uso de água na cara porque se acreditava que prejudicava a visão, causava dores de dentes e catarro e fazia com que a pele ficasse demasiado pálida no Inverno e excessivamente escura no verão. A cabeça deveria ser esfregada vigorosamente com uma toalha perfumada ou uma esponja, o cabelo penteado, os ouvidos limpos e a boca lavada. Inicialmente, o pó de arroz surge com uma espécie «champô seco» que era deixado no cabelo durante a noite, para na manhã ser eliminado com um pente juntamente com a gordura e outras impurezas. No entanto, nos finais do século XVI o uso do pó de arroz tornou-se mais do que uma condição necessária de limpeza. Os pós perfumados e coloridos tornam-se então parte integrante do arranjo diário dos ricos, tanto dos homens como das mulheres. Este acessório, não só proclamava o privilégio da limpeza dos seus utilizadores como também definia o seu estatuto social, pois a moda era igualmente um privilégio dos ricos. No século XVII o pó conquistou de tal maneira as classes superiores da Europa que nenhum aristocrata respeitável se designava aparecer em público sem ele.
As advertências sobre os efeitos dos cosméticos a longo prazo não constituíram o único argumento utilizado contra a maquiagem. As mulheres que se pintavam eram também acusadas de “modificarem o rosto de Deus’, Por detrás de muitas críticas à pintura estava também o receio masculino da decepção. Não seria a beleza jovem que eles tanto desejavam talvez uma velha feiticeira ou um corpo mimado pela doença, habilidosamente camuflados! Para além disso os que faziam cosméticos eram muitas vezes suspeitos de se dedicarem às artes mágicas, uma vez que muitas receitas continham encantamentos que deveriam ser recitados durante a preparação e ingredientes como minhocas, urtigas e sangue.
Com o século XVII mais adiantado, os cosméticos tornaram-se ainda mais extravagantes. Em 1665, o doutor inglês Thomas Geamson publicou o primeiro guia do enfeite cosmético: embelezamentos artificiais ou as melhores instruções artísticas para preservar ou conseguir a beleza. Quando aumentou o preço dos cosméticos, as próprias mulheres passaram a fabricá-los, utilizando por vezes substâncias tóxicas que estragavam permanentemente belas caras.
Havia charlatães que vendiam loções miraculosas. O barão de Rochester, químico amador, armava-se em médico e prometia que, com uma poção sua, cujo segredo vinha de Itália, as mulheres de quarenta pareciam ter apenas quinze. Garantia que os seus remédios não estragavam a cútis e que libertavam a pele de «pontos, sardas e marcas de varíola».
dólares para poder ficar com a barba. A taxa de uso de barbas para os camponeses era de cerca de três cêntimos.
Século XVIII
Foi no séc. XVIII que a França conseguiu marcar a moda a nível mundial. Propagou-se a moda das perucas com cachos, o pó de arroz e brilhos e a produção de perfumes.
A corte francesa vivia luxuosamente, mas o uso dos cosméticos de tratamento não era correcto, ou seja, as mulheres não os usavam para tratar ou embelezar, elas usavam apenas para adornar o corpo e para o enfeitar, com a função de atrair os homens.
Nesta época a higiene corporal não era um hábito da população, nem das mulheres nem dos homens, e por esta razão usavam perfumes em grandes quantidades. O perfume tinha como principais funções a eliminação de odores desagradáveis, servia de desinfectante e de purificador. Embora não tomassem banho, as mulheres não deixavam de se cuidar, utilizavam toalhinhas de linho embebidas em perfume, massajavam a cara e especialmente as axilas, onde o aroma agradável do perfume eliminaria o mau cheiro. A beleza seguia um determinado modelo, e as mulheres entregavam-se a grandes cuidados com a aparência de modo a que se enquadrasse com os padrões pretendidos pelos homens.
Na Itália, França, Espanha, Alemanha e Inglaterra o conceito de modelo pretendido era: pele clara, cabelo loiro, lábios vermelhos, face rosada, sobrancelhas pretas, pescoço e mãos compridos e esguios, os pés pequenos e a cintura flexível. Os seios deviam ser firmes, redondos e brancos, com os mamilos róseos. A cor dos olhos podia variar, os Franceses preferiam olhos verdes e os Italianos preferiam olhos castanhos ou pretos..
O pó de arroz e os perfumes tornaram-se num sinal de estatuto social, e a distância entre cheiros bons e cheiros maus tornou-se tão grande, que em 1709, Lemery propôs três categorias de aromas: parfum royalparfum pour les bourgeoisparfum des pauvres, feito de óleo e fuligem e cujo único objectivo era desinfectar o ar. Daí resultava um outro privilégio de classe, já que o perfume protegia o corpo, ele garantia também boa saúde. Ele eliminava os maus cheiros, os vapores infecciosos.
O regresso dos banhos foi encarado como passatempo de luxo e como exercício terapêutico. Foi na década de 1740 que os aristocratas começaram a tomar banho, foi também nesta altura que começaram a construir casas de banho luxuosas nos seus palácios e residências urbanas. Os banhos frios começaram a aparecer depois de 1750, após terem sido feitos vários estudos clínicos sobre os benefícios do banho e o seu contributo para a manutenção da saúde, nesta época acreditava-se que um banho tomado nas devidas condições ajudava nas mudanças de humor, que fortalecia os músculos e que estimulava o funcionamento dos órgãos. Por estas razões os banhos frios eram considerados de grande utilidade, não pelo fato de purificarem o corpo mas porque o fortaleciam.
Em 1770, o parlamento britânico recebeu uma proposta de uma lei que permitia a anulação do casamento caso a noiva estivesse maquiada, usasse dentadura ou peruca.
“Todas as mulheres que a partir deste ato tirarem vantagem, seduzirem ou atraírem ao matrimónio qualquer súbito de Sua Majestade por meio de perfumes, pinturas, cosméticos, loções, dentes artificiais, cabelo falso, lã de Espanha, espartilhos de ferro, armação para saias, sapatos altos ou anquilhas, ficam sujeitas à penalidade da lei que agora entra em vigor contra a bruxaria e contravenções semelhantes e que o casamento seja anulado, caso sejam condenadas…”.
Nos anos seguintes mesmo com todas estas penalizações, a maquiagem pesada ganhou força tanto na Inglaterra como na França e foi assim até ao final da Revolução Francesa, quando apenas as pessoas mais velhas e os artistas se podiam embelezar.
Em 1792, Nicolas Leblanc, um químico francês obteve soda cáustica através do sal de cozinha e pouco tempo depois, foi criado o processo de saponificação das gorduras, o qual deu um grande avanço na fabricação de sabão.
A Imperatriz Josefina, esposa de Napoleão Bonaparte, em 1799 comprou o palácio Malmaison, onde realizava tratamentos de beleza.
Josefina já na altura cuidava do seu corpo, preocupando-se em seguir regimes para emagrecer e banhando-se em leite de vaca para hidratar e cuidar da pele.
Palácio Malmaison
Século XIX
No século XIX, com o Romantismo, movimento artístico e filosófico, as mulheres abandonam as exageradas maquiagens do século passado, para adotar um estilo com uma maior simplicidade.
Neste período a aparência física da mulher foi muitíssimo marcante.
Já com algumas influências vindas de épocas anteriores, a mulher do Romantismo era bastante refinada e feminista.
É dada grande importância à sua forma física e elegância, tentando-se disfarçar a gordura e excesso de peso, que afectava um grande número de mulheres devido à péssima alimentação , tendo todas as mulheres que usar um corpete extremamente justo ao corpo. Esta era uma das causas, para os frequentes desmaios por entre este leque de senhoras.
Nesta época, é dada também bastante importância ao tom da pele, pois as mulheres do, foram as únicas que renunciaram ao vermelho das faces: a cor sã que demonstra uma perfeita saúde, não estava de acordo com o momento espiritual em que viviam, tornou as faces pálidas e os lábios sem cor, escurecendo os olhos com sombras, devido aos seus amores tristes e infelizes. Desta forma, as mulheres cobriam o seu rosto com pós brancos, bebiam vinagre e sumo de limão, de forma a ficarem com aparencia de pálida.
É também, no início do século XIX, que se tenta pela primeira vez eliminar as rugas usando um método chamado “esmaltado do rosto”. Este, consistia em lavar primeiro o rosto com um líquido alcalino, depois passar uma pasta para preencher as rugas e em cima colocar uma camada de esmalte, feita com arsénio e chumbo, que durava aproximadamente um ano. Se a máscara fosse muito grossa, podia rachar com o mais pequeno movimento e também era insano e incómodo de usar.
Os pós-brancos invadem os decotes e as costas, pois a mulher deve possuir uma pele de porcelana. Para tal, é utilizada uma pasta chamada “la blanquette”, feita com pó de arroz e talco e umas gotas de tintura de benjoim, pasta que provoca uma obstrução completa dos poros.
Os banhos no mar começam também a divulgar-se, recomendados pelos médicos, no entanto, as mulheres entravam na água completamente cobertas, com botas altas, calças compridas, casacos de manga comprida, toucas na cabeça com abas para as orelhas, etc, isto para continuarem brancas.
Surgem também nesta época os cremes com garantia industrial. O primeiro foi o “Creme Simon”, para proteger a pele, que era uma espécie de creme nutritivo que todas as mulheres aplicavam. Em seguida surgiram os “leites de beleza”, mantiveram-se as loções e os óleos orientais entraram também em moda.
O “khol” era utilizado para escurecer os olhos acentuando, desta forma, a profundidade do olhar.
Em meados do século XIX, teve início a maquiagem moderna. Nesta época aparece pela primeira vez o que viria a ser futuramente o baton (precisamente em 1880), que era uma pomada composta por manteiga fresca, cera de abelha, raízes de um corante natural e cachos de uvas negras sem polpa, que davam cor, sem provocar efeitos secundários.
Em 1880, a maquiagem reconquistou as mulheres e nascia a moderna indústria de cosméticos. Pois com o desenvolvimento da química orgânica, começa-se a desvendar a composição química dos óleos e dos extractos naturais. Como resultado destas pesquisas, a indústria deperfumes passou de 500 a mais de 1000 fragrâncias sintetizadas. No final do século XIX, estava consolidada no mercado internacional a cosmética como um dos maiores e mais lucrativos negócios. Nascia, assim, a poderosa indústria de cosméticos que conhecemos até hoje, também muito influenciada pelos novos hábitos higiénicos, pela publicidade, pelo desenvolvimento dos meios de transporte, entre outros.
É também nesta altura, que se tornam famosos os banhos de morangos da elegante Madame Tallien, pois tinha a extravagância de banhar-se em sumo de morangos frescos, extraído das 20 caixas que traziam para ela.
Estudos médicos provaram que a maior causa da morte nos doentes, estava relacionada com infecções provocadas por falta de higiene dos médicos, que não lavavam as mãos antes de verem e tratarem os doentes. Passaram, então, a ser obrigados a desinfectar sempre as mãos.
Médicos famosos, como o Dr. Caron, tiveram uma grande importância na história da higienização, recomendando o banho como um meio indispensável para a higiene e cuidado do corpo. É adoptando estes hábitos higiénicos, que surge o interesse pelos cuidados do corpo, vindo a aumentar ao longo do século. E são estes conceitos de higiene, tão fundamentais no dia-a-dia de uma esteticista que recorre sempre a: utensílios descartáveis, desinfectantes e equipamentos de esterilização.
O primeiro Instituto de Beleza do mundo, surge em Paris, no ano de 1880 fundado por Madame Lucas, oferecendo para além dos serviços cosméticos, uma grande diversidade de técnicas: massagens, cirurgia estética e dietética.
Desta forma, podemos constatar que os cuidados pessoais e a preocupação com a aparência, foram modificando ao longo dos tempos, atendendo ao evoluir das civilizações, ao ideal de belo e consequentes modas.

Século XX

O Século XX pode ser considerado como um período de virada em toda a história, grandes avanços, mudanças, conquistas marcaram e foram alcançados nesta época.
Começa assim a luta das mulheres pela sua afirmação numa sociedade que as oprimia, foi assim denominada.
Enquanto os homens eram absorvidos pela Primeira Guerra Mundial, lutando nas frentes de batalha, as mulheres conquistavam o seu lugar no mercado do trabalho, mas nunca descuidando da sua feminilidade.
Intimamente ligada à Primeira Guerra Mundial está a “morte” do espartilho, pois as mulheres assumiam trabalhos nos campos, nas cidades e nas fábricas que exigiam espartilhos menores, simples e mais confortáveis. Durante os anos de guerra os espartilhos foram sendo gradualmente substituídos por cintas e seguidamente pelo soutien. No entanto é só com a Segunda Guerra Mundial que os espartilhos desaparecem por completo do quotidiano feminino.
Nesta época destacam-se mulheres como Helena Rubinstein, com o lançamento do primeiro creme produzido industrialmente, o Valese, e a abertura do primeiro salão de beleza do mundo, e Estée Lauder cuja campanha publicitária de “Glamour Luxuriante” levaria à conquista do título de “Rainha Americana dos Cosméticos”.
A célebre frase “A beleza é uma questão de atitude. Não há mulheres feias, apenas mulheres que não se cuidam ou que não acreditam que são atraentes”, proferida inúmeras vezes ao longo dos últimos 55 anos serviu de grande incentivo a muitas mulheres, sendo assim Estée Lauder considerada uma das maiores empresárias do sector da cosmética.
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Já depois de ter acabado a Segunda Guerra Mundial, explodiu uma bomba atómica no atol de Bikini, onde os americanos haviam realizado uma série de testes atómicos. Esta bomba serviu de inspiração ao engenheiro mecânico francês Louis Reard que inventou o biquini, batizando com o nome do Atol de Biquini, no Oceano Pacífico, e tinha como objectivo rebentar com as ideias conservadoras da sociedade, daí o nome “Biquini”, na tentativa de ter o mesmo efeito que a bomba teve no Atol. O lançamento do primeiro Biquini deu-se em Junho de 1946 causando um verdadeiro escândalo, e nenhuma modelo quis participar na sua campanha publicitária á excepção da corajosa stripper Micheline Bernardine, que abraçou este desafio. Já na década dos anos 50, grandes atrizes contribuíram para a divulgação do biquini, nomeadamente a francesa Brigitte Bardot, em 1956 que imortalizou o traje no filme “E Deus criou a Mulher”, ao usar um modelo xadrez Vichy.
 A obsessão pelo embelezamento do corpo é uma realidade”.
No cinema era exibida toda a sofisticação das atrizes com uma imagem idealizada. Estas “estrelas” incentivavam o público feminino na procura do seu brilho e na melhoria da sua aparência, imortalizando estilos de maquiagem.
Atrizes como com os seus olhos violeta contornados por khol, a morena Marilyn Monroe, que marcou a época com o seu batom vermelho, olhos com delineador e a pinta de rosto retocada, atraindo e intensificando a sua feminilidade, e a sempre recordada Audrey Hepburn pelos seus lindos olhos realçados com pestanas postiças e leve sombra.
Nos anos 20, foi lançado o batom, sendo os lábios pintados de forma a assemelhante a uma seta do Cupido, com cores fortes para chocar. O visual de eleição era ter o cabelo muito curto, liso à rapaz, carvão à volta dos olhos, sobrancelhas arranjadas e delineadas a lápis e uma pele branca. Também se usavam sinais postiços feitos com lápis.
Paris é palco de uma verdadeira revolução na história do batom. É a primeira vez que um produto desta categoria é embalado num tubo e vendido em cartucho.
A pintura carregada dos olhos, nos anos 30, usada pelas atrizes e estrelas de cinema, teve enorme influência na pintura do dia-a-dia nas primeiras décadas do século. O Ballet Russo Diaghilev, teve também grande efeito na cosmética. A pintura exótica dos olhos das bailarinas fez criar a moda das sombras de cores e douradas, assim como uso de bases.
Nos anos 40, durante a Segunda Guerra Mundial, o fornecimento de pinturas era escasso, pois o petróleo e o álcool usados na sua
produção faziam falta para as necessidades de guerra. Porém, os cosméticos desempenhavam um papel importante para levantar a moral feminina, pelo que muitas mulheres improvisavam com substitutos caseiros. O batom vermelho escuro, que se arranjava no mercado negro, era usado com verniz para as unhas a condizer.
Após a Segunda Guerra Mundial, nos anos 50, houve um retorno do visual mais feminino. Os olhos eram realçados por cortes de cabelo mais curtos e pelo uso exagerado de eyeliner preto na pálpebra superior, que, na forma líquida, era aplicado com pincel, substituindo o lápis. Foi também nesta altura lançada uma grande gama de produtos dirigida ao mercado mais jovem.
Nos anos 60 assiste-se ao culto da juventude, os fabricantes de cosméticos concentraram a sua atenção no consumidor jovem. Inspirados no visual do continente, as raparigas usavam batons rosa-pálido ou brancos e maquilhagem carregada nos olhos. Os cosméticos de aplicação fácil e rápida, como os compactos de pó-de-arroz e as bases em tubo, eram os preferidos.
Na década de 70 as cores da maquiagem tornaram-se populares acompanhando coleções da alta-costura francesa, italiana e inglesa.
A moda e a beleza sempre de braço dado. Cada vez que um grande costureiro lançava uma nova colecção de cores e formas para as roupas, lá vinha um tom de sombra específico para os olhos...uma nova cor para a boca.
Dior, Chanel, Ives Saint Laurent entre outros grandes fabricantes, ousavam e enchiam os olhos das mulheres de todo o mundo com as suas criações cada vez mais tentadoras.
Com o boom da economia dos anos 80, surge um novo tipo jovem, urbano e carreirista, que se reflectiu na moda dos cosméticos, com um visual mais reivindicativo e uma acentuada definição das feições. Os fabricantes realçam a duração dos seus cosméticos e incitavam as mulheres muito ocupadas a voltarem a aplicar a maquilhagem ao longo do dia. É no final da década de 80 que entram em lançamento as fórmulas evoluídas de cosméticos pigmentados.
À beira do novo milénio surgem novas fórmulas baseadas em tecnologias de vanguarda, cujo uso garante propriedades bem interessantes para a nossa beleza, como protecção solar, manutenção e controle do envelhecimento da pele.
Nos anos 90, a era do benefício visível ganha importância vital, ou seja, a sutileza na aplicação da maquiagem é a característica desta época, pois quando aplicada com arte, pode dar impressão de não estar a ser usada. Os nomes dos cosméticos sugerem conter ingredientes clinicamente testados e indicam um afastamento em relação ao glamour do princípio do século e uma tendência para a estética mais pura.
Este Período é também marcado por alguns cosméticos:
  • O creme Nivea, que foi o primeiro hidratante do mundo, em 1911, resultando de uma pesquisa científica que descobriu um ingrediente activo para unir água e óleo;
  • O batom Lancôme, lançado em 1937, veio substituir o Rouge Baiser, um batom duro e seco. Brilho, suavidade e várias cores são as principais qualidades deste incrível batom;
  • O leite de rosas, surgiu em 1929, como uma loção embelezadora para a pele feminina. Até o seu frasco, na época de vidro, lembrava as formas do corpo feminino com “cintura fina”;
  • O sabonete Roger & Gallet, como o primeiro sabonete redondo envolto artesanalmente em papel drapeado;
  • Chanel 5 criado em 1921, o mundo inteiro apaixona-se por esta fragrância de Mademoiselle Coco Chanel;
  • E o Talco Granado, criado em 1903, pelo farmacêutico João Bernardo Coxito irmão de Jorge Coxito, o fundador da casa Granado, o polvilho anti-séptico granado, um talco para os pés, sendo a sua fórmula imbatível até aos dias de hoje.

Conclusão
A Estética surge na Grécia antiga como disciplina da filosofia que estuda as formas de manifestação da beleza natural ou artística.
Platão, filósofo grego, afirma que o belo é uma manifestação do bem, da perfeição e do que é verdadeiro.
Posteriormente, Aristóteles faz já uma distinção entre o bem e o belo. Defende que o belo é uma criação humana e é o resultado de um perfeito equilíbrio entre vários elementos.
A Estética teve desde sempre um papel muito importante ligado à beleza, bem estar, sedução, arte...
Desde o dia em que Eva colheu uma folha para enfeitar a sua nudez, percebeu que a natureza lhe fornecia elementos para a beleza e sedução.
É uma ciência que foi evoluindo ao longo das épocas e por isso hoje temos um vasto conhecimento na área da estética com tratamentos, cremes aparelhos e etc...
Concluindo estética é sim fundamental para o nosso dia-dia,e nossa vida em um todo.
Bibliografia
  • Dermatologia – Guanabara Koogam, Rio de Janeiro 1996 6° edição, Petri
  • História da Estética – Estampa, 1995 , Raynond Bayer
  • A História da Arte – LTC ,1999, Ernst H. Gombrinch
  • Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres – 2005, Sextante, Augusto Cury
  • Wikipédia
  • 1
  •  

História da Maquiagem

História da Maquiagem

 O nome maquiagem ou maquilagem vem do francêsmaquiller, que significa pintar o rosto. Mas no inicio teve outras funções interessantes. Talvez o registro mais antigo, e mais significativo, que temos na história da maquiagem seja mesmo os egípicios. Foram eles os primeiros a incorporar a maquiagem aos rituais diários de beleza e higiene, como os famosos banhos em leite de burra e máscaras de argila de Cleópatra, milênios antes de Cristo. Segundo a lenda, os egípcios pintavam os olhos com pigmento preto (Khol) para se protegerem dos olhares diretos de outros e em direção ao deus Ra. O khol era uma mistura do mineral malaquita com carvão e cinzas. Ou seja, foi o primeiro tipo de maquiagem mineral da história da humanidade!
Depois os chineses inventaram o pó-de-arroz, na idade Média, os japoneses tiveram a idéia de usá-lo para uniformizar o rosto das mulheres, obter a aparência extremamente clara. Pois com todas iguais evitava-se confrontos e ciúmes entre os homens. Aplicava-se no rosto, um pó espesso e argiloso feito de farinha de arroz, chamado oshiroi muito visto na maquiagem da gueixa até nos dias atuais.. 
Enquanto isso no Ocidente a maquiagem era sinônimo de pecado, porque incitava ao sexo. Pintar o rosto cabia somente às prostitutas.
Acredita-se que o rouge (equivalente ao blush nos dias de hoje) tenha surgido na Grécia, da mistura de pigmento vegetal vermelho com gorduras e era usado para corar as bochechas.
O costume de maquiar-se foi abandonado durante a idade média na Europa, nesse período a vaidade não era vista com bom olhos e a religião desaprovava. A maquiagem já foi passível de punição semelhante a da bruxaria!
 No início da década de 1920 a maquiagem realmente se popularizou e tomou o mundo! Infelizmente, durante a segunda guerra mundial, a escassez de produtos e matéria prima levou as mulheres a produzirem os próprios cosméticos e, praticamente, lutarem por um batom ou vidro de esmalte!
As divas do cinema no anos 30 arrasavam corações com sobrancelhas finíssimas e os olhos esfumaçados de preto.
Nos anos 50 a maquiagem ressurge com força, com lábios realçados, delineador, cílios postiços e sombras em tons pastéis! A  maquiagem deixou a mulher mais feminina, como a inesquecível Marilyn Monroe que usava maquilagem clara e pintava lábios vermelhos intensos, atraindo e intensificando sua feminilidade, enlouquecendo os homens com sua boca vermelha e pele perfeita.
 Os anos 60 e 70 foram caracterizados pela liberdade de expressão e pelo exagero. Nos anos 80 a moda dividiu-se, de um lado mulheres supermaquiadas e do outro maquiagem clean, conforme a tendência do culto ao corpo e valorização do natural.
 Dos anos 90 até os dias de hoje a maquiagem só evoluiu! Ganhamos mais produtos específicos para cada tipo de pele e novas texturas, cores e efeitos surgem todos os dias graças à tecnologia!
Atualmente a maquiagem é utilizada não somente com o único propósito de embelezar o rosto feminino. Em muitas profissões, o uso da maquiagem se faz necessário, entre eles podemos citar os artistas de TV, teatro, os palhaços de circos, e outros.  

A trajetoria da beleza na humanidade

A HISTÓRIA DA BELEZA


PRÉ HISTÓRIA
Os primeiros sinais de vaidade começaram na Pré História, quando o homem passou a se reunir em grupos e se fixou na terra, surgindo a diferenciação hierárquica. Os chefes, em geral os mais fortes do grupo, enfeitavam-se com as garras e dentes dos animais ferozes que caçavam. Surgiram também as primeiras "pinturas de guerra" que dariam mais força ao guerreiro, além de "assustarem" o adversário. 

EGITO
Homens e mulheres pintavam o rosto por acreditarem na relação entre espiritualidade e aparência. A maquiagem se tornou parte da higiene diária, um verdadeiro ritual de beleza. Os olhos tinham o maior destaque: eram delineados e aumentados com kohl (carvão), as pálpebras recebiam toques de índigo e sobre elas se esfumavam uma sombra em pó, colorida, feita de malaquita moída (pedra). Utilizavam também henna, açafrão, curry e outros pós coloridos. 


GRÉCIA
A maquiagem era usada mas não tanto quanto no Egito. A preocupação maior era com a saúde e a beleza do corpo. Os homens não se maquiavam e procuravam manter a forma com exercício físico, massagens e banhos aromáticos. As mulheres usavam maquiagem leve e os penteados eram elaborados com fitas e cachos. 

ROMA
Os romanos adquiriram dos gregos o costume dos banhos e dos exercícios. Os óleos perfumados de massagem, banhos (termas) faziam parte do ritual de beleza. A maquiagem era mais exagerada entre as cortesãs, mas não deixava de ser usada pelas mulheres dos senadores e da elite. 

IDADE MÉDIA
Teve início com a queda do Império Romano e o domínio do Cristianismo. A vaidade foi condenada pela Igreja que passou a considerar como "hábitos pagãos" o costume das termas, dos banhos e das massagens com óleos perfumados dos romanos. Sendo alvo dessa nova ordem, as mulheres se cobriram com longas e rodadas vestimentas e os cabelos ficaram escondidos sob toucados. Mesmo assim tinham alguns toques de vaidade - os cabelos eram clareados com água de lixívia (cinza do borralho colocada na água) e com o sol. As sobrancelhas eram depiladas e a testa aumentada pela depilação da linha dos cabelos. As faces eram beliscadas e os lábios mordidos para que ficassem rosados.

RENASCIMENTO
Os decotes desceram, os penteados mais elaborados voltaram a ser usados e novamente a maquiagem começou a ser introduzida no dia-a-dia. O luxo do vestuário entrou na moda e, quanto mais nobre, mais enfeitado se apresentava. Surgiram as mouches (moscas), que eram pintas feitas de veludo, colocadas nos seios e no rosto de homens e mulheres. Na pintura eram retratados rostos jovens, ideal de beleza buscado na Grécia. 

SÉCULO XVIII
Na França, homens e mulheres voltaram a exagerar na maquiagem. Foi um período caracterizado pelo exagero em muitas áreas: na pintura, na arquitetura, no vestuário, nos penteados. O empoamento (pó de arroz) deixava rostos e cabelos inteiramente brancos; as perucas chegavam a altura de 50 cm; sedas, rendas, cetim e as mouches estavam no seu apogeu. Os decotes chegavam até os mamilos e o colo era aspergido com vinho tinto para que ficasse mais rosado.

SÉCULO XIX
A era vitoriana influenciou o comportamento e o guarda roupa feminino e masculino na Europa e parte da elite nos Estados Unidos. Roupas mais fechadas, decotes discretos, espartilhos, saias enormes, pouca maquiagem caracterizaram essa época dos cavalheiros e das damas.
  
ANOS 10
O início do século XX foi marcado pela Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que foi a grande responsável pela mudança no modo de ser e pensar da humanidade. As mulheres assumiram novos papéis passando, pela primeira vez, a integrar o mercado de trabalho. O vestuário se tornou mais prático e adequado à rotina das fábricas e escritórios.

ANOS 20
Com o fim da guerra, o divertimento deu o tom desta década de prosperidade e liberdade. Época das melindrosas (eram as mulheres modernas) e dos vestidos chacoalhando ao som de Charleston e do jazz. A mulher começava a ter mais liberdade, os comprimentos subiram chegando à altura dos joelhos - era a primeira vez na história ocidental que as pernas femininas podiam ser vistas em público. Coco Chanel revolucionou a década de 20 com os seus cortes retos, blazers, cardigãs, colares compridos, reproduzindo a sua própria imagem - a mulher bem sucedida, independente, com personalidade e estilo. A maquiagem era forte, os lábios eram vermelhos pintados em formato de coração ou arco de cupido, os olhos bem marcados, as sobrancelhas tiradas e marcadas a lápis. Os cabelos eram curtos (Chanel) tinham franja e corte reto na altura das orelhas.

ANOS 30
A euforia dos anos 20 chegou ao fim com a crise de 1929 (queda da Bolsa de Valores de Nova York). Em geral, os períodos de crise não são caracterizados por ousadias na forma de se vestir. Os anos 30 - ao contrário da década anterior que havia destruído as formas femininas - voltou a valorizar o corpo da mulher, através de uma elegância refinada; as formas eram marcadas, porém naturais. As saias ficaram longas e os cabelos começaram a crescer. A moda dos anos 30 descobriu o esporte, a vida ao ar livre e os banhos de sol. Os mais abastados iam para lugares à beira-mar para passar as férias.  A mulher dessa época devia ser magra, bronzeada e esportiva. O cinema estava no auge e Hollywood, através de suas estrelas, foi um referencial de disseminação de novos costumes. O visual sofisticado da atriz Greta Garbo, com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro, foi muito imitado pelas mulheres.
MAX FACTOR, químico que revolucionou a história da maquiagem, criou uma série de truques que deixava as estrelas de Hollywood com um rosto muito especial. Abriu uma indústria de cosméticos, pois as atrizes estavam sempre "roubando" os seus produtos para usar no dia-a-dia. Criou maquiagem para ruivas, morenas e loiras, maquiagem líquida, à prova d´água e outra grande revolução o PanCake - lançado em 1938 para o filme "... E o Vento Levou". A atriz Vivian Leigh tinha a pele muito irregular e o PanCake a salvou nos closes. Surgiram os estojos de bolsa, as mulheres podiam retocar a maquiagem onde estivessem.

ANOS 40 
A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi novamente um catalizador de mudanças, a moda se tornou mais simples e austera - cortes retos, estilo militar, uso de duas peças criando looks intercambiáveis, racionamento de tecido, roupas recicladas, popularização dos sintéticos (como a viscose). Com a escassez de cabelereiros (até o final da década de 30, a profissão era exercida predominantemente por homens, que estavam lutando) os cabelos eram penteados com uma variedade de ondas e presos com grampos. A simplicidade a que a mulher estava submetida despertou o interesse pelos chapéus, surgiram novos modelos e adornos. A alta costura ficou restrita às mulheres dos comandantes alemães, dos embaixadores em exercício e àquelas que de alguma forma podiam frequentar as grandes maisons.

ANOS 50
Com o fim da guerra, a mulher dos anos 50 se tornou mais feminina, glamurosa e sofisticada. Era a consolidação do New Look, uma das principais revoluções da moda, lançada por Christian Dior em 1947. Metros e metros de tecido eram usados para confeccionar um vestido bem amplo, na altura dos tornozelos, com cintura marcada. Os sapatos eram de salto alto, além das luvas e outros acessórios como peles e jóias. As jovens começaram a trocar as orquestras pela música de Elvis Presley. A beleza era um tema de grande importância, com muitos lançamentos de cosméticos. Spray de cabelo, delineador, sutiãs pontudos são as heranças da década. Era também o auge das tintas para cabelos. Os penteados podiam ser coques ou rabos-de-cavalo, como os de Brigitte Bardot. O corpo da mulher se tornou mais feminino e curvilíneo, valorizando quadris e seios. Marilyn Monroe eternizou o look dos anos 50, estabelecendo um padrão de símbolo sexual que atravessa décadas.

ANOS 60
Foi uma das décadas mais ricas. Pílula anticoncepcional, homem na Lua, morte de John Kennedy, Martin Luther King, minissaia, os Beatles, hippies, Festival de Woodstock, Guerra do Vietnã, Revolução de 64 (no Brasil), Mao Tsé-tung, Guerra Fria,... Liberdade sexual feminina. Os anos 60 viveram a explosão da juventude, o desejo de liberdade. Os jovens entraram para o mercado de trabalho e as empresas criaram produtos específicos para esse novo consumidor, que pela primeira vez, teve a sua própria moda, não mais derivada dos velhos. A modelo Twiggy, uma modelo inglesa de 1,70m  com 45 quilos, tornou-se o biotipo imitado pelas jovens da época. Foi o auge da estética "lolita", com a sexualização de looks quase infantis. Para manter o ideal de corpo adolescente, as revistas femininas pregavam as dietas e os exercícios. A maquiagem era basicamente nos olhos. Batom e esmalte eram bem claros, em geral branco-leite e os olhos seguiam padrões de tonalidades do rosado ao verde-água, com cílios enormes, negros e bem "postiços". Os cabelos eram armados, cheios de laquê e as perucas estavam na moda.
No final da década, o reduto jovem mundial se transferiu de Londres (cidade da moda desta época), para São Francisco (EUA), berço do movimento hippie. Manifestações e palavras de ordem mobilizaram jovens em diversas partes do mundo. Era o movimento da contracultura, que se afastava da ostentação da jovem guarda, em busca de uma viagem psicodélica.

ANOS 70
Década da discoteca, de Dancing Days, John Travolta, calças boca-de-sino, golas pontudas, plataforma,....O movimento hippie traz referências de outras etnias. Os cabelos recebiam a influência afro e deviam ser enormes, crespos e bem armados. Na maquiagem os olhos eram muito enfatizados (sombras  verde, rosa, azul) e até 1974 os cílios continuaram com força total. As maçãs do rosto tinham muito blush.
Em Londres surge o punk, quando um grupo de garotos desempregados, sintetizando a atmosfera do "No Future" e da falta de perspectivas, protestam com suas roupas rasgadas, muito preto, alfinetes, jaquetas de couro, coturnos e cortes de cabelos "moicanos".

ANOS 80
Era do poder e dos exageros visuais. A mulher passou a ocupar áreas antes reservadas aos homens ganhando status e dinheiro - são engenheiras, arquitetas, gerentes de empresa, donas de seu próprio negócio,... Foi também a época dos yuppies norte-americanos, que lançaram moda para todo o globo com suas roupas de griffe. Com o culto ao corpo começaram a corrida para as academias (febre da ginástica aeróbica), as vitaminas, a geração saúde.
A multiciplidade das tribos urbanas alcançou algo nunca visto - coexistiam punks, góticos, skinheads, new wavers, rappers (do hip-hop americano). A música influenciou fortemente a moda. 
A ambiguidade foi um traço marcante da década - estampas de oncinha, cores cítricas, acessórios "fake" conviviam com discretos tailleurs e com roupas de moletom e cotton-lycra recém-saídas das academias. A maquiagem tinha batons de cores vivas como o pink e o vermelho, os olhos eram bem pintados com sombras fortes, os cílios eram alongados com máscaras coloridas (verde e azul). Os cabelos tinham gel para o look molhado, mousse para criar volume, ao lado das permanentes e topetes altos.
No fim da década apareceram as supermodels - Linda Evangelista, Naomi Campbell, Cindy Crawford, Claudia Schiffer - eram as mulheres mais glamourosas, desejadas e invejadas. Ocuparam o imaginário da mídia e do público, antes reservado às estrelas de Hollywood. 
A mistura de tendências e a ambiguidade que caracterizou os anos 80 provaram que todos os limites são relativos e que a moda não é mais que a projeção de sonhos, idéias e aspirações - tudo é possível no mundo da criação.

ANOS 90
Trouxe o low profile, o minimalismo, pregando a simplicidade em oposição à extravagância e aos excessos visuais dos anos 80. O ideal era uma calça Calvin Klein com uma camiseta pólo, um Keds,... O heroin chic (palidez, olheiras e magreza excessiva) se tornou padrão. A modelo Kate Moss personificou esse estilo, muito reproduzido nos editoriais de moda. 
O grunge conquistou o mundo e a moda com bandas de Seattle como Nirvana. No extremo oposto, a indústria do luxo se expandiu e revitalizou marcas esquecidas.
Os jovens dos anos 90 ganharam espaço com marcas e estilos para cada tribo. Os adolescentes passaram a mudar de estilo cada vez mais rápido. Entrou em ascensão as tatuagens e os piercings.
A moda mais plural, estimulou o estilo próprio e individual, dando pistas para a virada do milênio.

ANOS 2000
A globalização e o desenvolvimento da mídia aumentaram muito a velocidade da informação. Modelos brasileiras como Gisele Bündchen, Carol Trentini, Fernanda Tavares, Isabeli Fontana, ... passaram a estrelar campanhas de grandes grifes mundiais e invadiram as passarelas.
Estilistas brasileiros passaram a apresentar coleções nas semanas de moda de Nova York e Paris. 
O governo do presidente Lula deu continuidade à política de estabilização econômica iniciada na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso.
O Brasil se tornou um "país na moda". Guias e revistas de estilo voltaram-se para o país estendendo seus predicados para além do samba, praia, futebol e Carnaval. A moda tornou-se plural e subjetiva. Com várias possibilidades, a mulher faz a escolha baseada no seu estilo. O look ficou mais natural para cabelos e maquiagem. Iniciou-se a "ditadura da juventude" - nunca se usaram tantos recursos médicos e tecnológicos para frear o envelhecimento.


E a indústria de cosméticos se especializa cada vez mais em proporcionar bem estar, auto-estima, tornando os cuidados com a beleza, mais eficazes e mais práticos de serem inseridos no dia-a-dia.
Cremes nutritivos para cabelos usados durante a noite. Produtos naturais com ativos orgânicos em substituição aos derivados petroquímicos. Produtos específicos para homens como shampoos e tratamento facial. Loções corporais auto bronzeantes. "Spa em casa" - produtos de tratamento corporal  que proporcionam a auto indulgência, o prazer e o relaxamento. Loções corporais, desodorantes, sabonetes com edições limitadas de cuidados especiais com a pele no verão. Maquiagem que trata e protege a pele. Finalizadores que modelam e tratam os cabelos... A lista é grande... e os produtos irão oferecer cada vez mais recursos seguindo estilos de vida, tendências,... tudo é movimento e evolução.